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SAIBA MAIS / Código de Ética do Professor do Unificado

Situações diversas no dia-a-dia do professor

O professor do Unificado não é exclusivo do Unificado. A natureza de sua profissão lhe proporciona a oportunidade  de lecionar em outras escolas e de dar aulas particulares. Procurado por um aluno seu do Unificado solicitando-lhe aula particular, naturalmente remunerada, deve o professor aceitar? Entenda-se: aula particular da disciplina que leciona no Unificado. Parece prudente que não, pois isso cria um conflito de interesses. Ao ter as aulas particulares, e pagar por elas, surge, inconscientemente ou não, a expectativa, no aluno e em seus pais, de melhora no desempenho no Unificado e, no final do ano, de aprovação. Por outro lado, a situação, também de forma inconsciente, leva o professor a ter dificuldade de ser isento na correção das avaliações deste aluno realizadas no Unificado. Uma solução, quando procurado por um aluno: indique um colega seu. Evidentemente, situações em que o professor é contratado para dar acompanhamento a alunos com dificuldade de aprendizagem, mais comuns no Ensino Fundamental, e que, naturalmente, já são submetidos a avaliação diferenciada, não se enquadrariam nesta situação; convém ter a aquiescência do Coordenador de Turno, mesmo assim. Outra situação em que não se vê problema: dar aulas particulares a aluno do Terceirão, visando uma preparação mais específica para o Vestibular.


 


O bom relacionamento com os aprendizes é muito importante para o sucesso do processo ensino-aprendizagem. As pessoas, de um modo geral, e as crianças, de um modo bem particular, tem interesse natural em conhecer fatos pessoais dos seus professores. Na verdade, em qualquer relacionamento amistoso, as pessoas gostam de conhecer um pouco da vida das outras pessoas. Assim, quando perguntado pelos alunos sobre situações particulares, deve o professor responder? Naturalmente, isto dependerá da pergunta, mas, se não for invasiva, a resposta é: deve responder, sem se delongar. É óbvio que alunos e professores estão reunidos para que uma aula aconteça, de modo que assuntos pessoais, quando surgem, devem entrar transversalmente na aula, não sendo, nem de longe, o foco dela. É absolutamente inadequado que o professor transforme a sala de aula em um divã, contando com detalhes problemas pessoais, gastando preciosos minutos nesta atividade. E o contrário: pode o professor perguntar aos alunos sobre suas situações pessoais? Pelos mesmos motivos apresentados na introdução, a resposta é: pode. Mas, é claro, sem ser invasivo nem prolixo.


 


Administração, professores e funcionários formam, com os alunos e seus pais, o Unificado. O bom convívio entre as pessoas que formam o Unificado é fator importante para o sucesso desta instituição. Assim, um professor  pode fazer comentários desairosos sobre seus colegas, sobre os administradores,  sobre os funcionários administrativos? A resposta é não, pois tais comentários atrapalham o bom convívio entre as pessoas no Unificado e, consequentemente, o sucesso da instituição. Se estes comentários negativos forem feitos na sala dos professores, ou na saída da escola, a colegas, o problema é menor, mas, mesmo assim, atrapalham o bom convívio. Neste caso, mais eficaz seria levar a reclamação a quem pode resolver: Coordenador de Turno, Vice-Diretor, gerente de Ensino. Mas, se estes comentários forem feitos em sala de aula, aos alunos, então o problema ficou sério. Caso alunos reclamem de um de seus professores, cabe àquele que ouviu minimizar a questão, sugerindo com ênfase que a queixa seja feita ao Coordenador de Turno. Que não seja por mais nada, que seja pelo fato, já dito, que alunos e professores estão reunidos para que uma aula aconteça.


 


A tecnologia está disseminada nos dias de hoje. As pessoas têm acesso a celulares, smarthphones, tablets, aparelhos que, conectados à internet, as mantém interligadas a tudo que acontece o tempo todo. Assim, um professor do Unificado pode levar um dispositivo móvel destes para sala de aula? Naturalmente, sim. Mas, como já foi dito acima, para que a aula aconteça, o professor deve estar focado nos alunos e no conteúdo, e, obviamente, não pode ficar usando o aparelho para tratar de assuntos particulares (como conversar com um amigo ou ver a previsão do tempo). Mais do que isso: por uma questão de respeito aos alunos e apego a sua privacidade, não convém o professor atender um telefonema.  Uma solução seria deixar o aparelho desligado ou no modo silencioso. Mas e se o professor está com um filho doente em casa e recebe uma chamada de sua esposa, perceptível pela vibração do aparelho?  Neste caso excepcional,  uma discreta saída de sala resolve a questão. Naturalmente, o aparelho pode ser usado como uma ferramenta pedagógica.


 


Ninguém, ao falar, consegue ser absolutamente neutro. Para que haja aprendizado, o professor deve suscitar o debate de ideias. Debate pressupõe exposição de ideias divergentes. Sendo assim, deve o professor expressar sua opinião quando se discute um tema polêmico? Se o tema não faz parte do conteúdo, o professor não deve começar a falar sobre ele, exprimindo sua opinião. Se instado por um aluno a emitir sua opinião, o professor desconversa, alegando que tem uma aula para dar. Mas, se na pergunta do aluno houver preconceito, o professor, sem delongas, condena. Por outro lado, se o tema faz parte do conteúdo, o professor deve apresentar dados a favor e contra a questão em discussão, e suscitar o debate, sem expor sua posição. Se, ao final, um aluno pergunta qual a opinião do professor, este responde, sem, de modo algum, fazer uma defesa enfática desta posição. Para finalizar: o professor deve perceber que o aluno de Educação Básica é, naturalmente, imaturo, e uma posição particular forte de um professor carismático pode ser vista como a verdade, criando, se a posição da família for outra, uma situação de conflito.


 


Situações discutidas em setembro e outubro/2014 e em agosto/2015.