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21.08.2003
PO 34/03 | Avaliação da apropriação da escrita

 

 

A aquisição da língua materna escrita é um processo longo e complexo, que depende muito do ambiente cultural em que a criança vive e de seu contato com o mundo letrado. A concretização deste processo é dependente de muitos fatores, além de seu ambiente cultural, que podemos sintetizar em três momentos importantes: assistir atos de escrita e leitura, diferenciar o grafismo desenho da escrita e entender a função social da escrita.

No momento em que a criança começa a freqüentar o ambiente escolar, além da aquisição espontânea dos códigos usados na escrita e uma vaga idéia do seu uso, o ato pedagógico pode conduzir à apropriação definitiva do nosso sistema de escrita.

Para que esta apropriação seja concretizada, é necessário um planejamento adequado, em um primeiro momento, ao tipo de compreensão que a criança já tem sobre o que é escrever e o como se escreve.

O professor deve saber o que o seu aluno já sabe. Para isso é necessário planejar vários momentos de avaliação e para isso podemos utilizar o modelo vygotskyano de zona de desenvolvimento proximal. Uma primeira avaliação seria um diagnóstico da zona de desenvolvimento real, isto é, o que a criança chega na escola sabendo a respeito da escrita, para que daí possamos planejar e desenvolver diversos momentos de zona de desenvolvimento proximal entre alunos e entre professor e aluno. Esta é cíclica até que os processos de desenvolvimento estejam basicamente completos.

(Valéria Silva Ferreira, maio de 2000)

 

 

A avaliação da apropriação da escrita pelos alunos da 1ª série do Fundamental é realizada, durante no primeiro semestre, mensalmente.

 

Este trabalho tem por objetivo verificar se o aluno alfabetizando conseguiu se apropriar da linguagem escrita, até aquele momento.

 

Para tanto, a pessoa encarregado desta tarefa se reúne individualmente com cada aluno e lhe solicita que escreva quatro palavras (uma polissílaba, uma trissílaba, uma dissílaba e uma monossílaba) e uma frase ditadas.

 

O aluno escreve a palavra da maneira que lhe parece ser. Tal escrita denomina-se espontânea.

 

Se um modo geral, a cada palavra escrita, solicita-se para o aluno que a leia, a fim de que se possam observar as relações feitas entre os grafismos e os sons emitidos. Também são observados a aproximação entre a escrita espontânea e a convencional, a noção da convencionalidade da escrita, os sinais da escrita convencional que começam a aparecer na espontânea e as dificuldades comuns ao grupo.

 

Abaixo há um roteiro para cada uma das avaliações do 1º semestre.

 

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA (primeira semana de aula)

Retrata aquilo que o aluno já sabe, antes da intervenção do professor. O avaliador aplica sem intervir, observando se o aluno sabe a diferença entre desenho e escrita, utiliza letras do alfabeto ou pseudo-letras para escrever, domina a escrita da esquerda para a direita, relaciona sons com a grafia, separa as palavras em uma frase, utiliza a letra maiúscula no início da frase, usa acento ou ponto final e quais letras conhece.

 

AVALIAÇÃO Nº 1 (final de março)

O avaliador interfere pouco, sem pressionar; dá pequenas dicas para que a criança perceba a falha; observa os mesmos itens da avaliação anterior.

Meta: o aluno deve distinguir a diferença entre desenho e escrita, mas não precisa saber ainda os nomes das letras.

 

AVALIAÇÃO Nº 2 (final de abril)

O avaliador observa os mesmos itens da avaliação diagnóstica, comparando com o resultado da anterior, interferindo sempre que achar necessário; anota estas intervenções.

Meta: o aluno deve conhecer os nomes de todas as letras do alfabeto, mas as escreve, de modo geral, aleatoriamente.

 

AVALIAÇÃO Nº 3 (final de maio)

O avaliador mantém o procedimento anterior, observando a consciência fonológica da escrita, isto é, se o aluno sabe que a escrita tem relação com o som emitido.

Meta: o aluno deve atingir o nível silábico e com representação aproximada da escrita convencional.

 

AVALIAÇÃO Nº 4 (final de junho)

O avaliador mantém o procedimento anterior, observando se o aluno percebe que uma sílaba é representada por duas (ou três) letras.

Meta: o aluno deve atingir o nível silábico-alfabético.

 

AVALIAÇÃO Nº 5 (última semana de aula do 1º semestre)

O avaliador mantém o procedimento anterior, observando se o aluno percebe que sons iguais podem ter escritas diferentes, e pede ajuda.

Meta: o aluno deve atingir o nível alfabético.

 

AVALIAÇÃO Nº 6 (final de agosto)

O avaliador aplica sem intervir de modo algum. Ao final, compara o resultado com a avaliação diagnóstica.

Meta: o aluno deve ter a representação convencional da escrita, com eventuais erros ortográficos.

 

Encerrada cada avaliação, as observações são descritas abaixo de cada escrita espontânea e, a partir delas, se propõem atividades pedagógicas à professora.

 

Em seguida, a Coordenação arquiva os resultados para avaliar o progresso ou não do aluno ao longo do ano e, eventualmente, para apresentação aos pais.

 

No segundo semestre, conforme os avanços de cada turma, as avaliações podem ser realizadas bimestralmente com as crianças que necessitam ainda de ajuda. Com as outras, já se podem avaliar outros aspectos — ortografia, uso da pontuação e estruturação textual.

 

 

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