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NORMAS



07.08.2019
PO 82/02 | Tema de Investigação

 

ESCOLHA DO TEMA

 

Em meados de abril, a professora regente conceitua para a turma o termo “tema de investigação” — isto é, diz que é uma atividade na qual os alunos e a regente pesquisarão sobre um tema e sistematizarão as informações colhidas, buscando compreendê-las e relacioná-las, para posterior divulgação.

 

Então, a regente propõe a cada aluno, como tarefa de casa, que busque, através da leitura de diversas fontes, informações sobre um tema que gostaria que fosse investigado para a Feira do Conhecimento.

 

Assim, no próximo encontro, cada aluno apresenta, oralmente, o resultado de sua pesquisa, destacando o tema que gostaria que fosse investigado. À medida que os alunos vão apresentando, a regente anota no quadro o tema, construindo uma lista.

 

Em seguida, a regente, habilmente, conduz a turma a eliminar aquelas propostas que visivelmente são pouco interessantes, riscando tais nomes da lista.

 

Então, a regente pede a cada aluno que vote na proposta que achar mais interessante. Esta votação deve ser fechada: cada aluno escreve num papelzinho o número do tema que mais lhe interessa.

 

As três propostas mais votadas vão para um “segundo turno” e a regente propõe agora uma votação aberta, na qual se escolherá o Tema de Investigação da Feira do Conhecimento.

 

Nas turmas do 1º ao 4º ano do Fundamental, depois de escolhido o tema, a regente deve fazer com que todos o “adotem”. Para tanto a regente inicia explicando o que significa, num ambiente democrático, uma escolha. Cita que, numa democracia, todos podem opinar, mas que, após um assunto ter sido colocado em votação, cabe a todos aceitar o resultado. Já as turmas do 5º ano do Fundamental escolhem temas diferentes para cada grupo.

 

Então, o tem escolhido é comunicado ao Coordenador de Turno.

 

No próximo atendimento semanal com a Coordenadora, esta e a regente discutem o assunto, trocando informações e estratégias sobre o mesmo.

 

Num terceiro encontro, a regente encaminha uma estratégia de motivação sobre o tema escolhido (uma saída de campo, um vídeo, um jogo, uma história, uma figura, um poema etc), com o objetivo de que todos comecem a pensar sobre o tema e se predisponham à próxima etapa: o planejamento cooperativo.

 

Atenção! Como no 5º do Fundamental são vários temas, alguns não possibilitam saídas de campo.

 

É importante, no entanto, que antes de se propor a elaboração deste planejamento com a turma, que a regente, em casa e consultando especialistas, estude o assunto, a fim de se municiar de informações sobre o mesmo.

 

Deve-se observar que, se o tema tiver sido escolhido pela Direção de Ensino (como no caso do Uniarte), esta etapa começa no terceiro encontro, descrito no item [10].

 

PLANEJAMENTO COOPERATIVO

 

Após escolhido o Tema de Investigação, a construção do planejamento cooperativo, com a turma, se faz respondendo às seguintes perguntas:

O que já sabemos?

O que queremos saber?

Quais são as nossas hipóteses?

O que faremos para descobrir?

Como iremos registrar?

 

Em cada etapa, a regente escreve no planejamento o que for se concluindo.

 

O que já sabemos? A regente buscará extrair o conhecimento prévio que a turma tem do tema a ser investigado — deve-se entender que, normalmente, as informações obtidas serão do senso comum.

 

Nas pequenas assembleias, a regente reúne os alunos e faz surgir uma discussão no grupo. Permite que todos e cada um falem, busca, antes de registrar uma questão verificar se há um consenso em torno dela, fazendo as mediações necessárias. Toma cuidado para que não seja registrado um volume muito grande de questões, descartando o que é óbvio e deixando o que acrescenta importância ao tema.

 

Ao surgir uma informação que gere dúvidas sobre sua veracidade, esta deve ser anotada no quadro seguinte (O que queremos saber?).

 

     Exemplo. Se o tema é “Lua”:

“na Lua moram homenzinhos verdes” é habilmente descartada,

“na Lua a gravidade é menor que na Terra” é incluída e

“o diâmetro da Lua é de 5.000 km” é colocada no quadro seguinte na forma “qual o diâmetro da Lua?”

 

O que queremos saber? Agora, a regente instigará os alunos, questionando-os sobre o tema e fará com que os alunos exponham suas dúvidas, provocando-os a elaborar questões que gostariam de investigar. Para tanto, propõe:

desafios de perguntas,

apresentação de curiosidades,

confronto de ideias,

questionamentos.

 

Esta etapa é uma das mais importantes. A regente, como mediadora, deve tornar a sala de aula uma comunidade investigativa, na qual a busca pelo que é importante saber deve ser feita por todos (alunos e regente).

 

Os questionamentos que puderem ser sanados no momento da discussão (tal a obviedade), poderão ser anotados no quadro anterior (O que já sabemos?)

 

Se surgirem novos questionamentos relevantes e com um amplo consenso da turma durante o processo de desenvolvimento do Tema de Investigação, são incluídos no planejamento cooperativo.

Por fim, é importante ressaltar que é necessária a atenção de todos para perceber o que realmente é interessante de ser estudado e o que pode, sem pesquisa alguma, ser respondido.

 

Quais são as nossas hipóteses?  Agora, a regente fará com que os alunos, sem o auxílio de pesquisa, formulem respostas para as questões elaboradas na etapa anterior (O que queremos saber?) Para tanto, a cada indagação, a regente estimula a turma a respondê-la, sem julgar a resposta. A intenção desta etapa é dar um rumo à pesquisa. No decorrer do processo, a regente pode voltar a esta etapa e junto com os alunos aprofundar e ampliar o entendimento destas hipóteses, sanando possíveis inadequações.

 

Exemplo. Se o tema for Plantas, os alunos já sabem (por exemplo) como nascem, como se reproduzem e o que necessitam para se desenvolver. Então, a regente em uma visita a uma horta pergunta “E se a planta não receber sol?”, para que os alunos tracem hipóteses: “Pode não receber sol, mas ficará sem coloração verde”, “Elas morrerão por falta de ar”, etc.

 

O que faremos para descobrir? Agora, a regente, sempre junto com seu grupo, buscará estabelecer as estratégias de pesquisa mais adequadas para o tema a ser investigado — livros, sites, palestras, saídas de campo, entrevistas etc. É importante observar que:

cada estratégia deve estar associada a uma ou mais questões a ser respondidas (p. ex.: para entender o porque da colonização açoriana de Itajaí se fará uma entrevista),

cada estratégia deverá ser especificada (p.ex.: a entrevista sobre a colonização açoriana será feita com um historiador).

 

Como iremos registrar? Agora, finalizando o planejamento cooperativo, a regente buscará definir, junto com o grupo, as maneiras de registrar o que foi investigado — texto coletivo, painel com fotos, livro, mural, apresentação etc. É importante perceber que alguns produtos serão elaborados ao longo da investigação, estando associados a algumas questões, mas que deverá haver um produto que contemple toda a investigação, ficando pronto ao final da mesma (no 1º semestre, será o produto que irá para a Feira do Conhecimento; no 2º semestre, será a apresentação do Uniarte). Cuidado para que os produtos intermediários sejam numa quantidade compatível com o tempo disponível.

 

AVALIAÇÃO

 

A avaliação do tema de investigação para a Feira do Conhecimento é feita a partir dos critérios estabelecidos na ficha de avaliação específica das disciplinas de Ciências, Geografia, História e Matemática.

 

É importante que a regente encontre maneiras de registrar rotineira e imediatamente as observações dos alunos e do grupo. Estas observações servirão de subsídios para elaborar o relatório individual do aluno, para a “Trajetória da Criança”.

 

A avaliação do tema do Uniarte será feita no Trabalho 1 da disciplina que estiver relacionada ao tema investigado.


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