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NORMAS



24.05.2019
PO 93/05 | Feira do Conhecimento (orientações ao professor)

 

A Feira do Conhecimento é um evento destinado às turmas do Ensino Fundamental II, com o objetivo de incentivar a pesquisa pelos alunos de assuntos que merecem um olhar curioso e investigativo.

 

Cada série se concentrará em assuntos relacionados a uma disciplina:

6º ano: Ciências

7º ano: Geografia

8º ano: História

9º ano: Ciências

 

Esta norma orienta o professor sobre a Feira do Conhecimento. O PO 94 detalha como se dá a organização na unidade.

 

Esta norma orienta o professor sobre a Feira do Conhecimento. O PO 94 detalha como se dá a organização na unidade.

 

A Feira de Conhecimento ocorre no final de agosto. Para tanto, de meados de maio a meados de agosto, os professores do 6º ao 9º ano do Fundamental dedicam uma ou mais aulas aos chamados “momentos”, designados por A, B, C..., a:

organizar as equipes (A),

definir os temas para as diversas equipes (B),

orientar a elaboração pelas equipes dos pré-projetos (C),

analisar os pré-projetos (D),

orientar a melhoria dos pré-projetos (E),

orientar o desenvolvimento da pesquisa (F),

avaliar as pesquisas em pré-apresentações (G) e

acompanhar as apresentações (H).

 

Todas estas atividades são realizadas em sala de aula, exceto a análise dos pré-projetos (momento D) e o acompanhamento das apresentações no dia da Feira (H). Deste modo, no planejamento do 2º trimestre, serão dedicadas 11 aulas e 10,0 créditos para tais atividades:

 

No início de maio, no momento A, o professor organiza as equipes, com preferencialmente quatro alunos cada. Fica a critério dos próprios alunos a formação destas equipes. Isto pronto, o professor solicita a cada equipe que, ao longo da semana seguinte, se reúna e elenque ao menos dois temas que gostaria de desenvolver na Feira do Conhecimento. O professor orienta os alunos a, na escolha do tema, levar em consideração:

a propriedade da escolha (isto é, se o tema é adequado ao ambiente escolar e à faixa etária),

a viabilidade da pesquisa (ou seja, se os alunos daquela equipe terão condições de desenvolver o tema),

a razoabilidade de uso de recursos especiais (energia elétrica, água corrente, ambientes escuros, ambientes amplos, ambientes externos...) e

a criatividade da escolha.

 

Por exemplo, não são pertinentes:

aborto para turmas de 6º e 7º anos do Fundamental, por inapropriado,

combustão de aerossóis, por inviável,

geração de energia através de moinhos d’água, por necessitar de muita água corrente  e

vulcões, por pouco criativo.

 

Com relação à necessidade de recursos especiais, cabe ao Diretor da Unidade apresentar antecipadamente aos professores da unidade uma definição das possibilidades.

 

O professor deixa claro aos alunos que ele decidirá se o tema é apropriado, viável e criativo e se os recursos necessários são razoáveis, e que, se isso não ocorrer, outro tema terá de ser escolhido.

 

Assim, no momento B, o professor ouve de cada equipe o tema que esta escolheu e decide pela pertinência ou não.

 

Caso a análise do professor ateste a não-pertinência do tema escolhido, por alguma das razões anteriores, o professor convence os alunos disso e sugere outras possibilidades de temas.

 

Será necessário que os professores da unidade, com a intercessão do Coordenador de Turno, se reúnam para verificar se os recursos especiais solicitados podem ser atendidos.

 

Deste modo, ao final deste momento, cada equipe terá seu tema definido. O professor (com a ajuda do representante de turma) encaminha ao Coordenador de Turno documento listando as equipes e seus respectivos temas.

 

Então, em casa, o professor analisa os temas escolhidos pelos seus alunos e sobre cada um lista algumas possibilidades de pesquisa, a fim de poder prestar as primeiras orientações aos alunos.

 

No momento C, no final de maio, o professor entrega o formulário EP 44 (Pré-Projeto da Feira do Conhecimento) aos alunos, orientando-os sobre o preenchimento dos seguintes itens:

tema

título

objetivos

procedimento

materiais

fontes de consulta

apresentação

 

O tema é aquele escolhido no momento B; o título é o nome fantasia do trabalho, pelo qual será identificado na Feira.

 

Em objetivos, a equipe deve especificar dois ou três objetivos que pretende alcançar na apresentação do trabalho, com foco no tipo de compreensão que se quer que o ouvinte tenha do assunto.

 

 Por exemplo. Se o tema é “Venenos e Soros”, o título poderia ser “As Serpentes Venenosas: como reconhecê-las e lidar com elas”, e os objetivos seriam (a) expor episódios curiosos envolvendo serpentes (Eva, Cleópatra, cobra mama?), (b) informar sobre reconhecimento de serpentes venenosas e não-venenosas, (c) orientar sobre como evitar acidentes com serpentes e (d) orientar sobre como proceder em caso de acidentes com serpentes.

 

Em procedimentos, a equipe deve elaborar a sequência de ações e providências que adotará para atingir cada um dos objetivos.

 

Por exemplo. Para atingir o objetivo (b) exposto no item 18, a equipe elencaria como ações: (1) entrar em contato com o Instituto Butantã a fim de obter material demonstrativo, (2) pesquisar em diferentes fontes acerca de serpentes venenosas e não-venenosas, (3) preparar texto explicativo para inclusão no folder que será entregue aos visitantes.

 

Em materiais, a equipe deve listar os diversos materiais que serão utilizados em cada uma das etapas da apresentação.

 

Por exemplo. Para o objetivo (d) do item [19], a equipe listaria o necessário para atender a uma picada de serpente: gelo, tala para imobilização, gaze e um manequim (ou boneca).      

 

É importante nomear, se necessário, energia elétrica, água corrente, ambientes escuros, número de cartazes (máximo: seis) e número de carteiras (máximo: cinco).

 

Cabe ao professor orientar que o Unificado não fornecerá ferramentas, extensões, equipamentos como computadores, aparelhos de TV, data show etc, devendo estes materiais sendo trazidos pelos alunos.

 

Nas fontes de consulta, a equipe deve citar as fontes de que se utilizará na sua pesquisa. Estas fontes podem ser livros, revistas, jornais, internet, entrevistas ou visitas a instituições. Não há necessidade do rigor metodológico sugerido pela Inf. 29.  

 

Na apresentação, a equipe informará os recursos visuais que serão utilizados e a estrutura da exposição oral.

 

A equipe dirá que cartazes fará com as informações pesquisadas, o que exporá (p.ex.: serpentes mortas em vidros com formol, manequins enfaixados) e se haverá algum elemento adicional (p.ex.: folders que resumam as informações mais úteis para o ouvinte). Além disso, preverá a dinâmica (o script) da apresentação.   

 

Esta orientação deve ser feita em sala de aula, com as equipes formadas. Inicialmente, o professor dá uma exposição rápida de cada item do EP 44 (itens [17] a [28] desta norma) e, então, passa de equipe em equipe fazendo os esclarecimentos necessários e apresentando as sugestões que pesquisou (item [15]).

 

Esta tarefa é importante. O professor deve se certificar de que, à medida de sua orientação, os alunos estão fazendo as anotações necessárias, e tendo suas dúvidas esclarecidas.

 

A confecção do pré-projeto não se esgota numa aula. Os alunos levarão seus apontamentos e marcarão um encontro, fora de sala de aula, para concluírem a tarefa. O dia e o horário deste encontro são mediados pelo professor, e anotado na agenda do aluno; para tanto, o professor se informa com o Coordenador de Turno das disponibilidades de uso dos ambientes comuns de estudo da unidade e busca montar uma agenda.

 

Numa próxima aula, marcada pelo professor, cada equipe entregará um pré-projeto a ele, encerrando, assim, o momento C.

 

Em casa, o professor analisa cada um dos pré-projetos que recebeu (momento D). Nesta análise, o professor atenta especialmente para:

se os objetivos se coadunam com a proposta de apresentação,

se os procedimentos são detalhados e se permitem que se cumpram os objetivos,

se não está faltando material, sugerindo, eventualmente, algum material interessante,

se as fontes de consulta são suficientes, sugerindo, eventualmente, alguma outra.

 

O professor conclui a análise de cada pré-projeto preenchendo o campo Orientações do Professor no verso do EP 44.

 

Então, no momento E, no final de junho, o professor devolve estes pré-projetos a cada equipe, entrega-lhes um formulário EP 45 (Projeto da Feira do Conhecimento) e pede-lhes que, observando suas anotações e suas orientações, corrijam e passem a limpo o pré-projeto. O documento resultante é o projeto desta equipe para a Feira do Conhecimento.

 

Durante este momento, o professor circula pelas equipes, tirando dúvidas e dando orientações.

 

Um detalhe importante: o pré-projeto ficará com o professor, para utilização mais adiante; o projeto permanecerá com a equipe e será usado ao longo dos próximos meses, pela sua característica de ficha de avaliação.

 

Ao término desta tarefa, o professor orienta os alunos a começarem, fora de sala, a coleta dos dados, conforme previsto nas fontes de consulta do projeto.  

 

Inicia-se então o momento F, de orientação do desenvolvimento da pesquisa. Para esta atividade é dedicada uma aula por semana do final de junho a meados de agosto, num total de quatro aulas.

 

Na primeira destas aulas, os alunos se distribuem nas equipes e começam a analisar as informações coletadas. O professor, circulando pelas equipes, observa o que foi coletado, tira dúvidas, dá orientações. A cada equipe o professor indica providências a serem tomadas até a próxima aula deste momento, anotando no primeiro quadro do verso do EP 45.

 

Nos sete dias até a segunda destas aulas, a equipe se reúne em horário extra-turno para, entre outras atividades, dar conta das providências solicitadas pelo professor.

 

Assim, na aula seguinte, o professor cobra a realização destas providências, verifica o cumprimento dos objetivos e, novamente, propõe providências (anotando no segundo quadro do EP 45).

 

Este ciclo se repete até o início de agosto, encerrando o momento F.

 

É importante que, no período de junho a agosto, a equipe se dedique à pesquisa propriamente dita e que na primeira quinzena de agosto a ênfase se dê na confecção dos materiais demonstrativos (maquetes, folders, experimentos, vídeos,...) e na preparação da apresentação. 

 

Em meados de agosto, ocorre o momento G: avaliação das pesquisas em pré-apresentações. Para isso, em cada aula, quatro equipes se pré-apresentarão para toda a sala e para o professor. Nestas pré-apresentações, a equipe trará os materiais demonstrativos e fará, se for o caso, as experiências previstas no projeto, bem como a exposição oral.

 

Ao elaborar o cronograma das pré-apresentações, o professor colocará na mesma aula os projetos com apresentações similares. Por exemplo: “Destilação” (que exige experimentos) num dia e “Serpentes” em outro.

 

Excepcionalmente, dada alguma dificuldade peculiar de um projeto, esta pré-apresentação poderá ser feita extra-turno ou sem todo o material necessário.

 

O professor, neste momento, se porá no papel de um jurado da Feira, observando os seguintes aspectos:

aprofundamento,

ilustração e

apresentação.

 

No aprofundamento, vê se o grupo sustenta o assunto a partir de uma ou outra visão teórica. Na ilustração, se o grupo enriquece o assunto com recursos visuais (demonstrativos ou não) que facilitem a compreensão do que foi descrito e aprofundado. Na apresentação, se o grupo expõe o assunto de maneira clara e progressiva e se se preocupa não só com os detalhes estéticos do material exposto, mas também com a organização do stand.

 

Estes pontos estão no último quadro do verso do formulário EP 45. Além disso, fará observações orais sobre o desempenho da equipe. Encerradas as pré-apresentações, encerra-se o momento G.

 

O dia da Feira do Conhecimento é o momento H, e cabe ao professor acompanhar (sem avaliar) os alunos nas suas apresentações. Neste momento, o professor acompanha a montagem dos stands de suas equipes, orientando e auxiliando os alunos e, durante o evento, circula, verificando as apresentações e aconselhando as equipes. É importante o professor perceber que seu papel, neste momento, é de incentivar suas equipes, estimulando-as a terem um bom desempenho.

 

A avaliação de cada equipe na Feira do Conhecimento será feita:

pelo professor, ao longo dos meses de maio a agosto,

por jurados escolhidos pelo Diretor da Unidade, no dia da Feira.

 

No segundo trimestre, são destinados 10,0 créditos à Feira do Conhecimento. O professor avalia a elaboração do projeto (momentos C e E), dedicando 2,0 créditos, e o início do desenvolvimento da pesquisa (momento F), dedicando 1,0 crédito. Na elaboração do planejamento, os professores detalharão como se dará esta avaliação. Mais 2,0 créditos são destinados para a avaliação do desenvolvimento da pesquisa (final do momento F), iniciada no trimestre anterior; 3,0 são para a pré-apresentação, levando em consideração a evolução da equipe desde a escolha do tema até esta aula e o resultado final; e os outros 2,0 créditos serão atribuídos pelos jurados, levando em conta os aspectos mencionados no item [48].

 

 

 

 

 

 

 

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